Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de importar carne bovina da Argentina como uma estratégia para conter a alta dos preços para os consumidores americanos. O anúncio foi feito pelo ex-presidente Donald Trump, reacendendo o debate sobre o impacto do comércio internacional na economia interna.
Segundo Trump, a medida faz parte de um esforço mais amplo do governo para controlar a inflação, que tem afetado o poder de compra dos cidadãos. A alta nos preços da carne é, em parte, consequência da seca no Texas, importante polo de produção agropecuária, e da redução das importações do México devido a problemas sanitários nos rebanhos bovinos.
A possível importação de carne argentina surge em um momento de aproximação entre Trump e o presidente argentino, Javier Milei. Em setembro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia sinalizado o interesse em negociar uma linha de financiamento com o Banco Central da Argentina.
No entanto, Trump condicionou o apoio financeiro ao desempenho de Milei nas eleições legislativas. “Se ele não ganhar, não vamos perder nosso tempo”, declarou o ex-presidente após um encontro com Milei na Casa Branca. A estratégia visa fortalecer o peso argentino e garantir estabilidade econômica antes das eleições de meio de mandato.
O objetivo final é impulsionar a economia argentina por meio de uma linha de crédito e financiamento adicional de fundos soberanos e do setor privado. A iniciativa demonstra o interesse dos EUA em fortalecer laços com a Argentina, ao mesmo tempo em que busca soluções para a inflação interna.










