A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) se manifestou após a instauração de um Inquérito Civil Público pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) para apurar graves denúncias de irregularidades na Unidade Penal de Gurupi. A investigação, desencadeada por uma denúncia anônima recebida pelo Gaeco, aponta para possíveis favorecimentos a detentos, influência política e até o uso de presos em serviços particulares de servidores.
A denúncia detalha um suposto esquema de tratamento diferenciado para internos conhecidos como “correrias”, além de alegações de saídas irregulares de detentos. A gravidade das acusações motivou o MPTO a aprofundar a investigação, com o objetivo de esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas.
Em nota enviada ao Jornal Sou de Palmas, a Seciju afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre o inquérito. No entanto, a pasta garantiu que, assim que receber a comunicação oficial, “adotará as providências administrativas cabíveis e instaurará as apurações internas necessárias para verificar os fatos relatados, garantindo total transparência e rigor na condução do processo”.
A Seciju reforçou seu compromisso com a legalidade e a integridade do sistema prisional, declarando que “não compactua com condutas irregulares por parte de servidores ou custodiados”. A secretaria também assegurou que todas as medidas de controle e fiscalização serão reforçadas durante o andamento das apurações, visando garantir a ordem e a segurança na unidade prisional.
A investigação do MPTO, que se encontra em fase inicial, busca apurar o tratamento desigual entre os presos e a possível interferência política na rotina da unidade prisional. Parte das diligências foi encaminhada à 8ª Promotoria de Justiça de Gurupi, especializada em casos que envolvem patrimônio público e o controle externo da atividade policial, ampliando o escopo da investigação.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










