Crise na Saúde de Natal: Paralisação Médica Surpreende Gestão e Ameaça Atendimentos Essenciais


A paralisação de médicos especialistas da rede conveniada da Prefeitura de Natal pegou a gestão municipal de surpresa, deflagrando uma crise na saúde pública. O Secretário Municipal de Saúde, Geraldo Pinho, alega que a administração não foi oficialmente comunicada sobre a interrupção dos serviços, que afeta cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade desde a última segunda-feira.

Em entrevista à TV Tropical, Pinho expressou a preocupação da gestão. “Não fomos informados oficialmente em nenhum momento, ficando sabendo de forma informal”, declarou. Diante da situação, o secretário informou ter notificado toda a rede conveniada, buscando informações precisas sobre o alcance da paralisação e os pacientes afetados.

A prioridade da Secretaria de Saúde é minimizar o impacto da paralisação, especialmente para pacientes oncológicos. O objetivo é remanejar os atendimentos para garantir que esses pacientes não fiquem desassistidos durante o período de suspensão dos serviços.

A ausência de um contrato formal com a cooperativa médica é um problema antigo, conforme explicou Geraldo Pinho. “Sem contrato já está desde 2023. A antiga prestadora de serviços já atuava há mais de dois anos sem segurança jurídica”, afirmou. A Prefeitura alega ter aberto um processo emergencial de contratação para regularizar a situação e dar segurança jurídica aos profissionais.

A paralisação envolve cerca de 120 médicos de diversas especialidades, incluindo oncologia, neurocirurgia e cardiologia pediátrica. Os profissionais reivindicam uma proposta formal da Prefeitura e questionam a mudança na forma de pagamento, anteriormente realizada via cooperativa. O médico Jader Gonçalves, da Liga Contra o Câncer, relatou que as negociações se arrastaram por 40 dias, mas não houve avanço.

A Liga Contra o Câncer, um hospital filantrópico que realizou mais de 4 mil cirurgias pelo SUS no primeiro semestre, mantém apenas os atendimentos de urgência. “As cirurgias eletivas foram suspensas”, confirma Gonçalves, evidenciando o impacto da paralisação nos serviços de saúde.

O Secretário Geraldo Pinho manifestou a expectativa de uma solução rápida para a crise. Ele assegura que a formalização dos novos contratos deve ocorrer “o mais breve possível”, com o acompanhamento do Ministério Público Estadual e da Procuradoria-Geral do Município, visando restabelecer os serviços e garantir a assistência à população.

Fonte: http://agorarn.com.br


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