A revitalização do abandonado porto de minérios de Santana, crucial para o escoamento de manganês e ferro no Amapá, depende de uma colaboração entre o setor público e a iniciativa privada. A declaração foi feita pelo secretário estadual de Mineração, Mamede Barbosa, em entrevista na última quarta-feira. O antigo porto, construído em 1957 pela Icomi, ruiu em 2013, sendo engolido pelas águas do rio Amazonas.
Originalmente, o porto era parte de um complexo que integrava minas, cidade (Serra do Navio), estrada de ferro e o próprio porto, todos sob a gestão da Icomi. Barbosa explicou que a empresa controlava todo o processo devido ao foco na exploração de ferro e, principalmente, manganês. No entanto, o secretário ressaltou que o modelo atual exige uma abordagem diferente, com cada segmento operando de forma independente e especializada.
Barbosa traçou um paralelo entre a extração de ouro no estado e a produção de açaí, apontando para uma “economia invisível”. Segundo ele, ambos os setores movimentam grandes quantias, mas sofrem com a falta de tributação e o não cumprimento de obrigações sociais. “Sabe-se que são geradores de grandes riquezas, mas não pagam impostos nem obrigações sociais”, afirmou o secretário.
O secretário ainda mencionou o plano do governo Clécio Luís para o setor mineral, que visa atrair grandes mineradoras, desde que operem dentro da legalidade, e auxiliar os pequenos mineradores com a adoção de boas práticas. Entre as prioridades está o controle do uso de mercúrio e o apoio a laboratórios nas cooperativas.










