Ação ocorre após mortes por intoxicação por metanol

Operações da polícia em São Paulo resultam na prisão de dois homens e no fechamento de fábricas clandestinas de bebidas, após mortes por metanol.
Em meio a uma série de operações, a polícia descobriu, na sexta-feira (10 de outubro), duas fábricas clandestinas de bebidas em Hortolândia e Tatuí, interior de São Paulo. A ação foi desencadeada após a morte de cinco pessoas suspeitas de intoxicação por metanol. Em Hortolândia, a fábrica funcionava na rua Elizete Cardoso e resultou na prisão de um homem de 27 anos.
Intervenção e apreensões
A operação em Hortolândia revelou 1.258 garrafas de bebidas e outros insumos, incluindo 8.800 garrafas vazias e 36 rolos de rótulos. O homem preso foi autuado por falsificação e adulteração de produtos. A Polícia Civil também prendeu um homem de 42 anos em Tatuí, onde uma fábrica clandestina estava em péssimas condições sanitárias. Um adolescente de 17 anos foi apreendido por auxiliar na produção.
Medidas do governo
Essas ações fazem parte de um gabinete de crise criado pelo Governo de São Paulo, que visa combater a contaminação por metanol em bebidas. O grupo, que se reúne desde 30 de setembro, inclui diversas secretarias e implementa medidas rigorosas, como a interdição de estabelecimentos suspeitos. O número de casos de intoxicação por metanol subiu para 25, conforme o balanço publicado na sexta-feira.
Conclusão
A operação da polícia destaca a seriedade do problema da contaminação por metanol e a necessidade de ações efetivas para proteger a saúde pública. As investigações continuam para desmantelar redes de produção irregular e garantir a segurança dos consumidores.










