Entidades concordam em cessar-fogo e libertação de prisioneiros

Israel e Hamas concordam em acordo de paz mediado pelos EUA, incluindo cessar-fogo e ajuda humanitária.
Na quinta-feira (9), Israel e o grupo Hamas concordaram em dar início à primeira fase de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos para a Palestina. O pacto estabelece um cessar-fogo em até 24 horas, a libertação de prisioneiros de ambos os lados e a retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza, além do envio imediato de ajuda humanitária.
Detalhes do acordo
O plano inicial inclui a criação de um comitê internacional responsável pela supervisão da reconstrução do território e pela garantia da segurança local. É importante ressaltar que o Hamas não terá participação no governo ou presença armada na região. O anúncio do acordo ocorre quase dois anos após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultaram em 1.200 mortes em Israel; mais de 67 mil palestinos morreram em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. O negociador-chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que a guerra “acabou permanentemente”.
Reação do Oriente Médio
Após o anúncio, o Hamas solicitou que a comunidade internacional pressionasse o governo israelense para que não haja violações dos termos do acordo. Em sua declaração, reafirmaram que os sacrifícios de seu povo não serão em vão e que continuarão lutando pelos direitos nacionais até que a liberdade e a independência sejam alcançadas.
Respostas de líderes
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comemorou o sucesso das negociações, considerando-o uma vitória moral e nacional para Israel. Nos EUA, o presidente Donald Trump também celebrou o acordo, afirmando que a guerra em Gaza foi encerrada e que, em termos gerais, foi criada uma paz duradoura. O próximo passo envolve planos para a libertação de reféns, prevista para a próxima segunda-feira (13) ou terça-feira.





