O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou à Justiça Eleitoral a inelegibilidade da deputada federal Helena Lima (MDB) até 2030. A ação, movida na 4ª Zona Eleitoral de São Luiz (RR), acusa a parlamentar de envolvimento no financiamento de um esquema de compra de votos. O objetivo seria garantir a reeleição do vereador Adriano Costa (MDB) em São João da Baliza (RR) nas eleições de 2024.
De acordo com o MPE, a deputada é apontada como a principal financiadora do esquema. O órgão também requereu a cassação do mandato do vereador reeleito, que obteve 195 votos, e a inelegibilidade de outras cinco pessoas supostamente envolvidas. A denúncia partiu de Laranjeira do Povão, quinta suplente do MDB, que recebeu 19 votos nas eleições.
Em sua defesa, Helena Lima nega as acusações e afirma confiar na Justiça. A deputada alega que a denúncia do MPE é uma manobra da oposição para prejudicar sua imagem. “Os áudios relacionados estão sendo periciados judicialmente e provaremos que são inverídicos, produzidos por inteligência artificial”, declarou Lima.
No decorrer do processo, as defesas dos acusados solicitaram a improcedência da ação. Os advogados argumentam que as provas apresentadas, baseadas em gravações de áudio, são consideradas frágeis e obtidas de forma ilícita. Além disso, questionam a existência de uma ligação direta entre os atos descritos e a suposta compra de votos.
A promotora Nayra Brandão Rocha, responsável pelo caso, defende a aplicação das penas. Segundo ela, as punições são “indispensáveis diante do comprometimento da lisura do processo eleitoral e da igualdade de oportunidades entre os candidatos em razão de ilícitos eleitorais”. A promotora aponta a esposa e a cunhada do vereador como elos entre o financiamento e a execução da compra de votos, e a deputada como a “mentora e financiadora do esquema”.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










