Medo após atentados leva brasileiro a adquirir arma em Israel


Gabriel Schorr relata mudanças na vida após os ataques de 7 de outubro

Medo após atentados leva brasileiro a adquirir arma em Israel
Gabriel Schorr. Foto: Gabriel Schorr/Instagram

Após os atentados de 7 de outubro, o gaúcho Gabriel Schorr, radicado em Israel, sentiu medo e decidiu comprar uma arma.

Na sequência dos atentados de 7 de outubro de 2023, o brasileiro Gabriel Schorr, 45, radicado em Israel desde 1999, revela que a segurança pessoal se tornou uma preocupação constante. Ex-militar e guia turístico, ele descreve a mudança em sua vida e na percepção de segurança no país, afirmando que nunca havia sentido tanto medo em mais de duas décadas.

Impacto dos atentados

O ataque de 7 de outubro não só afetou Gabriel como também alterou a dinâmica de segurança em Israel. Ele, que já havia vivido períodos conturbados no Oriente Médio, disse que o medo que sentiu após os atentados foi algo inédito para ele. “Eu não estava acostumado a isso”, afirma Schorr, que decidiu tirar o porte de arma em resposta à crescente insegurança.

A pressão sobre o turismo

Antes da guerra, Schorr operava uma empresa de turismo que estava em plena expansão, com operações em Jordânia e Egito. Contudo, a interrupção do fluxo de turistas devido ao conflito resultou em uma crise econômica para seu negócio. “O cenário de paz desmoronou rapidamente”, lamenta ele, refletindo sobre a abrupta mudança de sua realidade profissional.

Relações e esperança de paz

Em suas reflexões, Schorr compartilha a ideia de que a coexistência pacífica entre israelenses e palestinos ainda é possível. Ele enfatiza a importância de melhorar as relações com a liderança palestina e expressa esperança de que um Estado palestino possa ser criado, ressaltando que a maioria das pessoas deseja uma vida livre de terrorismo.

Considerações finais

Gabriel Schorr, que é amigo de pessoas afetadas diretamente pelos atentados, acredita que a busca pela paz deve continuar, mesmo em tempos de tensão. Ele vê a atual situação como uma oportunidade para reconstruir e encontrar caminhos para a convivência pacífica entre os povos.

Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br


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