A estatal goiana Celg Participações (CelgPar) se prepara para o encerramento de suas atividades, após a bem-sucedida alienação de participações acionárias em ativos de geração e transmissão. O leilão, realizado nesta sexta-feira em São Paulo, marca um ponto crucial na reestruturação da empresa, conforme anunciado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e pelo secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
Com a venda dos ativos, a CelgPar ficará com um portfólio reduzido, composto por duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e quatro usinas fotovoltaicas. A destinação desses ativos remanescentes já está sendo planejada, visando otimizar o retorno para o estado de Goiás e garantir a continuidade do fornecimento de energia para órgãos públicos.
Segundo Adriano da Rocha Lima, que também assumiu a presidência da CelgPar, a prioridade é resolver a situação dos ativos remanescentes. “A tendência é que os ativos hidrelétricos sejam devolvidos à União, enquanto os fotovoltaicos devem ter a propriedade transferidas para o Estado, uma vez que hoje atendem o consumo de órgãos públicos”, explicou Lima.
O leilão dos ativos da CelgPar atraiu o interesse de diversas empresas do setor energético, resultando em lances competitivos e ágios significativos em alguns lotes. A EDP Transmissão Goiás, por exemplo, arrematou o lote A com um ágio de 34,46%, demonstrando a valorização dos ativos da estatal.
Ao todo, o leilão arrecadou R$227,343 milhões com a venda dos quatro lotes de ativos. A EDP Transmissão Goiás arrematou o Lote A, a Órion Transmissão o Lote B, a Hy Brasil Energia o Lote C e a Neoenergia Renováveis o Lote D. O processo de encerramento da CelgPar envolverá, ainda, a transferência de ativos imobiliários para o Estado, marcando o fim de um ciclo para a estatal goiana.










