O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta sexta-feira que as situações dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP) serão tratadas estritamente de acordo com o Regimento Interno da Casa. Motta enfatizou a necessidade de imparcialidade em sua posição como chefe do legislativo. Ele ressaltou que qualquer ação que favoreça ou prejudique um parlamentar seria uma injustiça.
“Não posso agir nem para privilegiar ou prejudicar qualquer parlamentar. Temos o regulamento que deve ser seguido e respeitado, principalmente, nesses casos em que há divergência”, afirmou Motta em entrevista à CNN Brasil. A declaração reforça o compromisso com a aplicação das normas internas da Câmara em meio à crescente pressão sobre os casos dos dois parlamentares.
Eduardo Bolsonaro enfrenta escrutínio devido à sua prolongada ausência nos Estados Unidos, iniciada sob justificativa de licença médica. Com o término da licença, o deputado passou a acumular faltas nas sessões da Câmara, e o caso está sob análise do Conselho de Ética da Casa. Paralelamente, ele e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho são investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta tentativa de interferir no julgamento da ação penal da trama golpista.
Já Carla Zambelli está presa na Itália, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação foi realizada em conjunto com o hacker Walter Delgatti. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara está analisando o processo que pode levar à cassação do mandato da parlamentar.
Fonte: http://odia.ig.com.br










