Especialistas discutem entraves em seminário promovido pela Folha

Seminário debateu capacitação e financiamento como entraves à modernização industrial no Brasil.
Especialistas recomendam eleger rotas tecnológicas e desburocratizar processos em seminário realizado na Folha em São Paulo, no dia 25 de setembro de 2025, com o apoio do BNDES e do Sistema Indústria.
Do carro híbrido à inteligência artificial, passando por vacinas e minerais críticos, o Brasil precisa escolher suas rotas tecnológicas e superar entraves históricos para transformar conhecimento em desenvolvimento industrial e não ficar para trás na corrida global da inovação. O recado foi dado por debatedores reunidos no seminário Inovação no Brasil, promovido nesta quinta-feira (25) pela Folha, com a mediação de Fernando Canzian, repórter especial do jornal.
Desafios enfrentados
Diante de dados que mostram a queda da taxa de inovação na indústria nacional pelo segundo ano consecutivo (chegando a 65% em 2023), especialistas citaram desafios de capacitação, financiamento e ambiente regulatório como entraves que impedem o país de dar o salto necessário. Thiago Camargo, vice-presidente da InvestSP, destacou que “para inovar, a gente precisa ter capacidade, dinheiro e ambiente”.
Necessidade de regulação ágil
Camargo defendeu uma regulação mais ágil e simplificada, especialmente para os setores de energia e de inteligência artificial, afirmando que “o marco regulatório não acompanha essa necessidade”. Ele também mencionou que o ambiente macroeconômico atual, com o alto custo do dinheiro, desencoraja o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Políticas do BNDES
O superintendente de Desenvolvimento Produtivo e Inovação do BNDES, João Paulo Pieroni, comentou sobre a retomada de uma política industrial no país a partir de 2023, com foco em áreas estratégicas como inovação e descarbonização. Ele enfatizou a importância de direcionar recursos para setores prioritários, como inteligência artificial e biocombustíveis avançados.
Conclusão
Mercadante, presidente do BNDES, defendeu a importância de o Brasil se tornar um produtor de tecnologia, não apenas consumidor, e ressaltou que o financiamento para inovação deve ser acessível a pequenas e médias empresas. O seminário evidenciou que a burocracia histórica tem sido um obstáculo, e a desburocratização dos processos é vista como o caminho mais rápido para resultados positivos.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










