Ernesto Mané narra experiências de sua ancestralidade em novo livro

Em "Antes do Início", Ernesto Mané compartilha a busca por sua história familiar durante uma viagem à Guiné-Bissau.
Em seu novo livro, “Antes do Início”, o físico Ernesto Mané, 42, narra como uma viagem à Guiné-Bissau, em dezembro de 2010, mudou sua percepção sobre sua história familiar. O autor, que é diplomata, buscou entender suas raízes após um doutorado no Reino Unido e um pós-doutorado no Canadá. Ele reflete sobre sua identidade e a ausência de contato com seus avós, revelando o impacto emocional dessa exploração.
Contexto familiar complexo
Mané cresceu em João Pessoa, Brasil, filho de um pai que deixou outras famílias na Guiné-Bissau e Cabo Verde. A distância e o preconceito que enfrentou em sua vida acadêmica e social contribuíram para um sentimento de desconexão com suas origens. Durante sua visita, o físico se deparou com a história de sua família e as tradições patriarcais da etnia balanta, refletindo sobre a responsabilidade que seu pai deixou para trás.
Reflexões sobre identidade
As anotações de sua viagem se tornaram a base de sua narrativa autobiográfica. Mané descreve o carinho recebido dos parentes guineenses, enquanto também lida com o choque cultural e a realidade econômica da Guiné-Bissau. Seu relato toca em questões como a poligamia e as dificuldades enfrentadas por famílias divididas entre continentes, revelando um profundo processo de autoconhecimento e aceitação.
Ciência e ancestralidade
Como diplomata, Mané também pondera sobre a produção científica e a necessidade de uma maior conexão entre o Brasil e a África. Ele questiona como a ciência ocidental, embora poderosa, pode ser vista de forma menos absoluta, e busca valorizar as contribuições de diferentes culturas no entendimento dos fenômenos. O autor deseja que suas experiências ajudem a estabelecer laços mais fortes entre o conhecimento científico e as diversidades culturais.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










