Facções criminosas utilizam regiões como rotas para tráfico de drogas

Facções têm aumentado a violência em terras indígenas no sul da Bahia, com apreensão de 26 fuzis nos últimos dois meses.
No sul da Bahia, a presença de facções criminosas tem gerado um aumento significativo da violência, refletido na apreensão de 26 fuzis nos últimos dois meses. O Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o governo da Bahia não se pronunciaram sobre a situação, que afeta diretamente os povos indígenas locais, como os pataxós.
Contexto da violência
As comunidades indígenas, que já enfrentam um histórico de conflitos, estão vendo suas terras se tornarem rotas para o tráfico de drogas. Porto Seguro, Trancoso e Caraíva são algumas das áreas turísticas onde as facções atuam. Segundo relatos de lideranças indígenas, a tensão tem aumentado desde a inserção da Força Nacional na região, em maio.
Ações das facções
Além da violência física, a atuação das facções inclui o aliciamento de indígenas para o tráfico de drogas. A principal hipótese é que a operação seja comandada pelo Comando Vermelho. O caso mais recente de violência ocorreu com o assassinato da indígena Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó, em 2024, cujas circunstâncias ainda estão sendo investigadas.
Respostas das autoridades
Apesar das apreensões e das operações policiais, muitos indígenas afirmam que a violência não diminui. O cacique Suruí Pataxó, uma figura proeminente na luta pela demarcação de terras, foi preso em julho, mas liberado em setembro após a justiça não encontrar evidências suficientes de envolvimento com o tráfico. Essa prisão gerou protestos e bloqueios de estrada, refletindo o descontentamento das comunidades indígenas.
Desafios futuros
A situação permanece crítica, com indígenas temendo represálias ao denunciarem a violência. O cacique Naô Xohã Pataxó enfatiza que o tráfico e as milícias têm aumentado a pressão sobre os povos, dificultando sua luta por reconhecimento e demarcação de territórios.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










