Investimentos questionados em meio a desorganização burocrática

Desde 2021, o PT gastou R$ 8,2 milhões com empresas de um ex-dirigente, levantando questionamentos sobre a gestão.
Desde agosto de 2021, o Partido dos Trabalhadores (PT) gastou R$ 8,2 milhões com empresas de George Barcelos, um ex-dirigente do diretório do PT no Distrito Federal. O PT nega conflito de interesses nas contratações e afirma que o desligamento de Barcelos, embora solicitado em 2021, foi comunicado ao TRE-DF apenas quatro anos depois, devido a uma ‘desorganização burocrática’.
Gastos e contratos
Durante o período, a Log Produções & Filmes e a Dindue, empresas de Barcelos, receberam R$ 7,6 milhões enquanto ele ainda constava como dirigente do partido. A Log firmou mais de 200 contratos com o PT, incluindo serviços de transmissão ao vivo de eventos. Em 2025, a empresa recebeu R$ 1,4 milhão, com os contratos mais altos atingindo R$ 120 mil.
Questões de transparência
O PT-DF justificou a lentidão na comunicação do desligamento com problemas administrativos. No entanto, a situação levanta questões sobre a transparência e a ética nas contratações. Barcelos, que é membro do diretório do PT-DF desde 2015, já ocupou cargos relevantes no partido e se aproximou de lideranças durante sua trajetória política.
Conclusão
As contratações de empresas ligadas a ex-dirigentes ilustram a necessidade de uma gestão mais clara e eficiente no PT, especialmente em tempos de crescente escrutínio sobre gastos públicos e administrativos. O partido reafirmou que não há indícios de favorecimento indevido nas contratações.










