No mesmo dia, Cristina Graeml foi filiada e lançada por Moro enquanto Alexandre Leprevost anunciou pré-candidatura, expondo racha interno no partido.
O União Brasil do Paraná entrou em rota de colisão após movimentações políticas simultâneas nesta sexta-feira (26). O senador Sérgio Moro, presidente estadual da sigla, oficializou a filiação da jornalista Cristina Graeml e lançou sua pré-candidatura ao Senado em 2026. No mesmo dia, o advogado e ex-vereador Alexandre Leprevost também anunciou que disputará a mesma vaga pelo partido, escancarando um impasse interno.

Durante o evento de filiação em Curitiba, Moro exaltou a entrada de Graeml, destacando que ela intensificará sua agenda ao lado dele pelo interior do estado. A jornalista, que estava no Podemos desde fevereiro, afirmou ter encontrado no União Brasil a estrutura necessária para fortalecer seu projeto político. Ela ficou conhecida pela atuação crítica ao centrão na campanha à Prefeitura de Curitiba em 2024, quando concorreu pelo PMB e chegou ao segundo turno com discurso de outsider.
A presença de Moro reforçou a aposta na pré-candidatura de Graeml, mas também gerou atritos internos. Leprevost, que exerceu mandato na Câmara Municipal de Curitiba entre 2021 e 2024, lançou sua pré-candidatura ao Senado no mesmo dia e fez críticas diretas à condução política do ex-juiz da Lava Jato. “A falta de atuação dos atuais senadores junto ao povo do Paraná e o fato de políticos radicais estarem se colocando na disputa me fizeram apresentar o meu nome como opção moderada”, afirmou, em referência indireta a Graeml.
O ex-vereador também alfinetou o próprio Moro, chamando-o de “pouco combativo” e sem atuação independente em Brasília. Entre suas bandeiras, defendeu o fim da reeleição para mandatos de cinco anos e disse querer levar ao Senado temas ligados ao setor empresarial, turismo, saúde e causa animal. Leprevost reforçou ainda a necessidade de apoiar um nome que dê continuidade ao governo Ratinho Junior, defendendo a “pacificação política” em contraposição ao que classificou como posturas radicais.
Com duas pré-candidaturas lançadas oficialmente no mesmo dia, o União Brasil terá de administrar uma disputa interna antes da convenção de 2026. A situação revela um cenário de incerteza e racha dentro da legenda, que precisará definir qual projeto representará o partido na corrida ao Senado.










