O chanceler da Venezuela, Yván Gil, denunciou na Assembleia Geral da ONU que a operação militar dos Estados Unidos no Caribe viola a Carta das Nações Unidas. Gil afirmou que as ações americanas são ilegais e imorais, e que visam apropriar-se das riquezas naturais da Venezuela e provocar uma mudança de regime. A crítica se intensifica após o envio de navios de guerra e submarinos americanos para a região, que resultaram em mortes e ações contra embarcações de narcotráfico.

O chanceler Yván Gil denunciou na ONU que a operação dos EUA no Caribe é uma violação da Carta da ONU.
Na sexta-feira (26), o chanceler Yván Gil, representando o governo de Nicolás Maduro, denunciou na Assembleia Geral da ONU que a operação militar dos Estados Unidos no Caribe “viola” a Carta das Nações Unidas. Gil condenou a presença de oito navios de guerra e um submarino americanos, que, segundo informações, teriam destruído três embarcações com drogas provenientes da Venezuela, resultando em 14 mortes.
Ameaças à soberania
O ministro afirmou que as ações dos EUA constituem uma “ameaça militar absolutamente ilegal e totalmente imoral que viola a Carta da ONU e os direitos da Venezuela como Estado soberano”. Ele também reiterou que as operações visam “apoderar-se de suas riquezas naturais” e provocar uma “mudança de regime” no país.
Relações rompidas
Desde 2019, as relações entre Venezuela e Estados Unidos estão rompidas, após a imposição de sanções e um embargo ao petróleo venezuelano. Gil enfatizou que “a Venezuela não foi, não é, nem será jamais uma ameaça para qualquer nação”.
Repercussão na mídia
O discurso do chanceler coincide com notícias veiculadas sobre planos de Washington para atacar alvos do narcotráfico na Venezuela. Gil criticou a narrativa apresentada, chamando-a de “mentiras vulgares e perversas” que não encontram credibilidade nem nos Estados Unidos.










