Ministro do STF não votará na prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes

Gilmar Mendes, ministro do STF, se declarou impedido de votar na prisão do Careca do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes.
Em 26 de setembro de 2025, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, declarou-se impedido de votar na prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e do empresário Maurício Camisotti. O relator, André Mendonça, já havia votado pela manutenção das prisões preventivas, que tramitam sob sigilo.
Impedimento de Gilmar Mendes
O gabinete de Gilmar Mendes informou que o ministro se declarou impedido “conforme previsão estabelecida no inciso IV, do artigo 252 do Código de Processo Penal”. Segundo esse artigo, um juiz não pode exercer jurisdição em processos nos quais tenha aconselhado alguma das partes. A identidade da parte para a qual Mendes teria atuado não foi revelada. Os outros ministros do colegiado têm até 3 de outubro para registrar seus votos.
O caso de Antônio Carlos Camilo Antunes
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como um dos principais operadores de um esquema de desvio de recursos do INSS que deveriam ser pagos a aposentados e pensionistas. Apesar do apelido, ele nunca foi funcionário do INSS, tendo consolidado sua influência como empresário e lobista. Relatórios da Polícia Federal indicam que ele movimentou R$ 53,58 milhões entre 2022 e 2024, com R$ 9,33 milhões repassados a funcionários do INSS ou pessoas ligadas a eles.
Novas revelações sobre Antunes
Recentemente, novas informações surgiram sobre a atuação de Antunes, incluindo reuniões com o ministro da Previdência e a imposição de sigilo sobre visitas ao Congresso. As investigações continuam, e sua prisão simboliza um avanço nas apurações sobre fraudes no setor previdenciário. O caso destaca a necessidade de uma maior fiscalização e transparência nas ações dos envolvidos.










