Moradores buscam indenização de R$ 300 milhões e reconhecimento histórico

Moradores de Canudos buscam R$ 300 milhões em indenização pela destruição do arraial em 1897 e um pedido de desculpas da União.
Na cidade de Canudos, a 405 km de Salvador, um grupo de moradores protocolou uma ação popular contra a União, pleiteando R$ 300 milhões em indenização e um pedido formal de desculpas pela devastação causada pelo massacre de 1897, que resultou na morte de entre 20 mil e 25 mil pessoas. O prefeito Jilson Cardoso (PSD) é um dos autores da ação, que busca reconhecimento da responsabilidade do governo federal.
Números e consequências do massacre
A Guerra de Canudos, que ocorreu entre 1896 e 1897, envolveu um conflito entre o Exército Brasileiro e os moradores liderados por Antônio Conselheiro. O resultado foi a destruição completa do arraial e a morte de milhares de sertanejos. Além da indenização, os moradores exigem políticas públicas que garantam a preservação da memória histórica e o desenvolvimento local, como a criação de museus e programas educacionais.
A luta por reconhecimento
Os autores da ação argumentam que a guerra deixou um legado de sofrimento e miséria que persiste até hoje. A Advocacia Geral da União (AGU) ainda não foi intimada sobre o processo. A proposta inclui a construção de uma réplica do antigo arraial, com foco no turismo, e a ampliação do perímetro irrigado da região.
Mobilização e memória
O ato em memória das vítimas está agendado para 5 de outubro, reforçando a luta pela reparação. O professor Edmilson Ferreira, bisneto de um conselheiro, destaca a importância de resgatar a história e honrar os antepassados. “Queremos trazer de volta a esperança em forma de reparação”, afirma ele, ressaltando a luta contínua pela justiça e reconhecimento da tragédia que marcou a história local.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










