Unidade no Butantã carece de monitoramento adequado

Unidade prisional em São Paulo, onde ocorreu fuga, não possui câmeras, dificultando investigações.
Na zona oeste de São Paulo, no dia 18 de setembro, a falta de câmeras no Centro de Progressão Penitenciária do Butantã resultou em dificuldades nas investigações de uma fuga de uma presa condenada por furto. Um casal armado invadiu a unidade, rendeu funcionários e facilitou a fuga.
Problemas estruturais e falta de segurança
A Secretaria de Administração Penitenciária do governo Tarcísio de Freitas admitiu os problemas de segurança e informou que o sistema de videomonitoramento está em fase de instalação, com previsão de conclusão até o final de setembro. Em nota, a secretaria ressaltou que projetos estruturais para melhorar a segurança estão em andamento, e um procedimento de apuração foi instaurado. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão em busca dos responsáveis, com a colaboração da SAP.
Denúncias de condições degradantes
A fragilidade do presídio já era uma preocupação mencionada por Fábio Jabá, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de SP. Ele aponta a falta de pessoal e as condições inadequadas da estrutura. Além disso, um relatório da Defensoria Pública revelou violações aos direitos humanos no local, onde as detentas enfrentam condições degradantes, como falta de itens básicos e atendimento médico.
Capacidade e ocupação da unidade
Fundada em 1990, a unidade do Butantã é a única prisão semiaberta para mulheres no estado, com capacidade para 1.412 detentas. Atualmente, abriga 1.029 mulheres, enfrentando desafios tanto na segurança quanto nas condições de detenção. A situação reafirma a necessidade urgente de reformas e melhorias na administração penitenciária.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










