Na quarta-feira (24), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados ouvirá a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) em um processo de perda de mandato. Zambelli, que está presa na Itália, participará da audiência por videoconferência. A parlamentar foi condenada pelo STF por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aguarda um processo de extradição. A CCJ deve ouvir também cinco testemunhas antes que o relator apresente seu parecer.

Carla Zambelli será ouvida na CCJ da Câmara sobre processo de perda de mandato nesta quarta-feira (24) enquanto está presa na Itália.
Nesta quarta-feira (24), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados ouvirá a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) em um processo de perda de mandato. Presa na Itália, a parlamentar participará da audiência por videoconferência, assim como fez em sua primeira participação no caso. O processo foi instaurado em junho, após a deputada ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenação e prisão
Carla Zambelli foi condenada à prisão pelo STF devido a um envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a condenação, a deputada fugiu para a Itália, onde foi presa em julho. Atualmente, aguarda decisão sobre um processo de extradição na penitenciária feminina de Rebibbia. Além da deputada, cinco testemunhas ainda devem ser ouvidas antes que o relator, Diego Garcia (Republicanos-PR), apresente o parecer sobre a perda de mandato.
Próximos passos na CCJ
A CCJ já ouviu especialistas como Michel Spiero e Walter Delgatti Neto, que afirmou que a invasão aos sistemas do CNJ teria sido a pedido de Zambelli. O parecer da CCJ será enviado ao plenário, onde será necessária uma maioria absoluta de votos para a cassação do mandato, ou seja, pelo menos 257 votos a favor. A análise da situação de Zambelli é um dos casos mais relevantes no atual cenário político.
Acusações e defesas
Durante a audiência, Carla Zambelli e Walter Delgatti trocaram acusações. Zambelli se defendeu, alegando que o processo se baseia em “disse-me-disse”, enquanto Delgatti a acusou de ter exercido comando direto sobre os crimes. A situação se complica ainda mais com a participação remota dos envolvidos, trazendo novos desafios para o andamento do processo.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










