Aliados de Jair Bolsonaro reagiram ao discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, onde o americano elogiou Lula. Enquanto alguns minimizam o gesto, outros temem que a conversa possa agravar a crise entre Brasil e Estados Unidos. Eles apontam divergências significativas entre os líderes, como a postura sobre Israel e Palestina, e questionam a eficácia de um possível diálogo. A expectativa é de que a conversa ocorra na próxima semana, mas já há receios sobre a repercussão.

Aliados de Bolsonaro minimizam discurso de Trump sobre Lula e preveem crise.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) reagiram ao discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (23). O presidente dos Estados Unidos elogiou Lula (PT), mas bolsonaristas minimizam o gesto, afirmando que não representa um avanço concreto nas relações entre os dois países.
O impacto do discurso
Os bolsonaristas expressaram preocupação com a possibilidade de que um encontro entre Trump e Lula possa agravar a crise já existente. Eles acreditam que as divergências entre os líderes, como as posturas sobre a Palestina e Israel, podem ser expostas durante uma conversa, o que pioraria a situação. Um aliado ressaltou que Lula pode acabar em uma posição política desfavorável ao ser cobrado sobre temas como o projeto de anistia.
Divergências entre os líderes
As críticas ao governo brasileiro por parte de Trump, que incluem acusações de censura e interferência em direitos de cidadãos americanos, também foram mencionadas. A situação atual é considerada um reflexo das tensões acumuladas desde o início de julho, quando tarifas severas foram impostas a produtos brasileiros. Embora a conversa entre os dois presidentes tenha sido proposta, a expectativa é de que ocorra apenas por telefone, o que, segundo os bolsonaristas, seria uma forma de Lula evitar um encontro presencial.
Expectativas sobre o diálogo
A breve interação entre Trump e Lula antes do discurso foi vista com desconfiança. Bolsonaristas temem que o encontro, se acontecer, possa ser usado para pressionar Lula e expor suas fraquezas políticas. Conforme ressaltado por Filipe Barros (PL-PR), a situação poderia ser comparada ao encontro humilhante entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Para eles, a verdadeira natureza do gesto de Trump permanece incerta, e as consequências de um diálogo ainda não podem ser calculadas.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










