O ex-sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, foi condenado a nove anos de reclusão e três meses de detenção por tentar matar o estudante de medicina Flávio Endres Ferreira em um bar em Epitaciolândia. O júri popular ocorreu na noite de 23 de setembro de 2025, após quase quatro anos de espera. A defesa de Nery informou que irá recorrer da decisão. Durante o julgamento, 19 testemunhas de acusação e 5 de defesa foram ouvidas. O ex-sargento tinha sido preso em 2021 após o incidente, onde Flávio foi atingido por pelo menos quatro tiros e ficou com sequelas.

Ex-sargento da PM foi condenado a nove anos de reclusão por tentar matar estudante em Epitaciolândia. Caso ocorreu em 2021 e ele ainda pode recorrer.
Na noite de 23 de setembro de 2025, em Rio Branco, o ex-sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, foi condenado a nove anos de reclusão pela tentativa de homicídio do estudante de medicina Flávio Endres Ferreira, ocorrida em 2021 em um bar em Epitaciolândia. A condenação foi resultado de um júri popular ao qual a defesa de Nery anunciou a intenção de recorrer.
O caso e a condenação
O julgamento do ex-sargento se arrastou por quase quatro anos, e durante os dois dias de audiência, foram ouvidas 19 testemunhas de acusação e 5 de defesa. O crime ocorreu durante uma discussão em um bar, quando Nery disparou contra Flávio, que foi atingido por pelo menos quatro tiros e ficou com sequelas. A defesa alegou que Nery reagiu a uma importunação sexual contra sua mulher, mas vídeos do incidente contradizem essa narrativa.
Circunstâncias do incidente
Em novembro de 2021, após uma confusão no bar, Flávio foi agredido inicialmente pela sargento Alda Nery, esposa de Erisson. Após essa agressão, a vítima foi retirada do local, mas Nery a seguiu e disparou três vezes contra ele. O estudante passou por cirurgia e ainda carrega sequelas. O ex-sargento já havia enfrentado problemas legais anteriormente, tendo sido condenado em 2023 por outro crime, mas essa sentença foi anulada devido a irregularidades processuais.
Consequências e próximos passos
Com o direito ao regime semiaberto, Nery poderá cumprir parte da pena em liberdade. A defesa ainda busca contestar a condenação atual, indicando que a batalha judicial pode se estender por mais tempo. Enquanto isso, o caso levanta questões sobre a atuação da polícia e a responsabilidade dos agentes de segurança.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










