Produtora rebate críticas de bolsonaristas sobre protesto

Paula Lavigne afirma que ato musical do último domingo foi organizado pela sociedade civil e não pela esquerda. Ela destacou a participação de artistas e jovens no protesto.
No último domingo (21), Paula Lavigne, produtora e empresária, organizou um ato musical que, segundo ela, não foi uma manifestação da esquerda, mas sim da sociedade civil. O protesto, que ganhou destaque em São Paulo e no Rio de Janeiro, contou com a participação de artistas renomados como Caetano Veloso e Chico Buarque, que mobilizaram a população por meio das redes sociais.
Mobilização e participação artística
Lavigne enfatizou que a manifestação representou um grito de cansaço da sociedade diante do descolamento do debate político em Brasília. Artistas e cidadãos se uniram para defender a democracia e se opor à PEC da Blindagem, que dificulta a investigação de parlamentares. A proposta, já aprovada na Câmara, ainda enfrenta resistência no Senado.
O papel da sociedade civil
“Não acho que isso tenha sido uma manifestação de lado ou de outro. Vejo como uma revolta da sociedade civil que se organizou, puxada por artistas, claro, que participam do debate público há muito tempo”, afirmou Lavigne. O ato musical, segundo ela, teve como objetivo transmitir uma mensagem política clara, baseada na cultura e na força da música, sem incitar a violência.
Presença das novas gerações
A produtora também elogiou a participação de novas gerações de artistas, como Marina Sena e Zé Ibarra, que se uniram ao movimento. Lavigne destacou que a convocação para o ato começou com um vídeo de Caetano Veloso, mas ganhou força com a mobilização de Anitta, que, embora não tenha comparecido, contribuiu para exemplificar a importância da PEC da Blindagem para todas as camadas sociais.
Embora tenha desempenhado um papel de liderança na mobilização, Paula Lavigne descartou qualquer pretensão de se candidatar ou ser vista como uma figura política, afirmando que sua atuação é em nome da cultura e dos direitos dos artistas.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










