A União Europeia (UE) retomou a importação de carne de frango e peru proveniente do Brasil, decisão que entrou em vigor nesta terça-feira (23). A suspensão, implementada em maio após a detecção de um foco isolado de influenza aviária no Rio Grande do Sul, foi revertida graças a negociações diplomáticas e à rápida resposta sanitária do governo brasileiro.
A reabertura do mercado europeu será gradual. Todo o território nacional, com exceção do Rio Grande do Sul, já pode exportar produtos com data de produção a partir de 18 de setembro. Para o estado sulista, excluindo a área do foco, as exportações serão liberadas a partir de 2 de outubro, enquanto que a área em um raio de 10 km da granja afetada terá autorização a partir de 16 de outubro.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da retomada, creditando-a às negociações com o comissário europeu Olivér Várhelyi e à eficiência na contenção do surto. “Essa reabertura demonstra a confiança da União Europeia no nosso sistema de defesa sanitária”, afirmou o ministro.
De janeiro a agosto de 2025, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram 3,28 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 6,15 bilhões. A União Europeia representa aproximadamente 7% desse volume total. A reabertura do mercado europeu reforça a posição do Brasil como o maior exportador mundial de carne de frango e valida a credibilidade do sistema agropecuário nacional.
Enquanto a UE volta a importar carne de frango brasileira, outros cinco destinos – Canadá, China, Malásia, Paquistão e Timor-Leste – ainda mantêm restrições temporárias. A China, um dos maiores mercados consumidores, iniciou nesta segunda-feira uma auditoria para avaliar os controles sanitários brasileiros relacionados à influenza aviária. O resultado da auditoria é crucial para a retomada dos embarques para o país asiático.
A recuperação do status de país livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) apenas 28 dias após a identificação do foco demonstra a eficácia das medidas adotadas pelo Brasil. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reafirmou o compromisso de continuar monitorando a situação para prevenir novos surtos e manter os mercados internacionais abertos.










