Han Hak Ja é acusada de subornar ex-primeira-dama

Han Hak Ja, líder da Igreja da Unificação, foi detida na Coreia do Sul por suborno envolvendo presentes a uma ex-primeira-dama.
Han Hak Ja, a líder da Igreja da Unificação, foi detida nesta terça-feira (23 de setembro de 2025) na Coreia do Sul, após denúncias de suborno que envolvem a ex-primeira-dama Kim Keon Hee. A Promotoria local informou que a detenção foi motivada pela possibilidade de manipulação de provas, conforme declarado pela Corte do Distrito Central de Seul.
Acusações graves
Han, de 82 anos, foi interrogada na segunda-feira sobre seu suposto envolvimento no envio de presentes de luxo a Kim Keon Hee, que incluem uma bolsa de grife e um colar de diamantes, visando obter favores do presidente Yoon Suk Yeol. Além disso, Han é acusada de subornar um legislador com 100 milhões de wons (aproximadamente R$ 383.800).
A Igreja da Unificação
Fundada em 1954 pelo reverendo Moon Sun Myung, a Igreja da Unificação tem estado no centro de controvérsias ao longo dos anos. Seus seguidores, conhecidos como “moonies”, enfrentam estigmas sociais. A igreja possui negócios em diversas áreas, incluindo imprensa e turismo. Em comunicado, a organização expressou sua disposição em cooperar com as investigações e pediu desculpas pela preocupação causada à sociedade.
Contexto da prisão
A detenção de Han Hak Ja ocorre em um cenário de crescente tensão política na Coreia do Sul, onde figuras de destaque têm sido investigadas por corrupção. A ex-primeira-dama, Kim Keon Hee, também enfrenta acusações e está detida, assim como seu esposo, o presidente Yoon Suk Yeol, que se encontra em um processo judicial por sua declaração de lei marcial em dezembro.










