Nesta segunda-feira (22), trabalhadores portuários em greve bloquearam portos na Itália em um protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. Milhares de manifestantes se reuniram em várias cidades italianas, incluindo Milão, onde enfrentaram a polícia em confrontos. Os protestos visam impedir que a Itália sirva como ponto de parada para o transporte de armas para Israel. Além disso, os serviços de trem enfrentaram atrasos devido às greves, mas o metrô funcionou normalmente. O governo italiano, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, se mantém como um forte apoiador de Israel, ignorando pedidos por reconhecimento do Estado palestino.

Trabalhadores portuários bloquearam portos na Itália nesta segunda-feira (22), em protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.
Trabalhadores portuários em greve bloquearam estradas de acesso a portos na Itália nesta segunda-feira (22) e a violência explodiu em um protesto pró-Palestina no centro de Milão, enquanto sindicatos organizavam um dia de manifestações contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. Os manifestantes afirmam que buscam impedir que a Itália seja usada como ponto de parada para a transferência de armas e outros suprimentos para Israel, que está em guerra contra o Hamas em Gaza.
Conflitos e mobilizações
Polícias com equipamento antimotim e gás lacrimogêneo entraram em confronto com manifestantes ao redor da estação central de Milão, enquanto na cidade de Nápoles houve confrontos com a polícia, que tentaram interromper o tráfego na rodovia perto da cidade de Bolonha. Os serviços de trem regionais para Roma enfrentaram atrasos e cancelamentos devido às greves, mas o metrô funcionou normalmente.
A presença nas cidades
Milhares de pessoas se manifestaram em outras cidades italianas, escolas foram fechadas e alguns transportes públicos foram afetados por paralisações convocadas por sindicatos. Em Gênova, manifestantes agitaram a bandeira palestina durante as manifestações ao redor do porto, enquanto em Livorno, trabalhadores bloquearam uma entrada do porto. Um ato semelhante ocorreu em Trieste, no nordeste da Itália.
Reação do governo
O governo italiano de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni é um tradicional apoiador de Israel na Europa e descartou seguir o exemplo de outras nações ocidentais e reconhecer um Estado palestino. O ministro dos Transportes, Matteo Salvini, minimizou o impacto dos protestos, elogiando aqueles que foram trabalhar e ressaltando que a greve estava causando apenas um número limitado de cancelamentos de trens.










