Aumento impulsiona o setor de óleos vegetais no país

Dados da Abiove revelam que a capacidade de processamento de oleaginosas no Brasil aumentou 5,7% em 2025, alcançando 76,4 milhões de toneladas.
São Paulo, 22 – A capacidade de processamento de oleaginosas da indústria brasileira subiu 5,7% neste ano em relação a 2024, alcançando 76,4 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira, 22, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Houve também incremento de 5,7% na capacidade diária total de processamento, que passou a 231.566 toneladas por dia. De acordo com a Abiove, em relatório, a média de capacidade de processamento das plantas ativas foi de 1.730 toneladas por dia em 2025.
Crescimento no setor
O número de empresas do setor cresceu 11,9%, de 67 para 75, enquanto as unidades industriais avançaram de 132 para 144, alta de 9,1%. Já o total de plantas ativas subiu 12,4%, de 113 para 127, ao passo que as unidades paradas caíram de 19 para 17. A capacidade em plantas ativas foi de 219.842 toneladas por dia, crescimento de 7,3%, enquanto em plantas paradas somou 11.724 toneladas por dia, queda de 17,9%.
Destaques regionais
No recorte regional, o Centro-Oeste segue como principal polo, responsável por 44,4% da capacidade nacional de processamento. A região passou de 92.790 toneladas por dia em 2023 para 95.964 em 2024, atingindo 102.705 toneladas por dia em 2025. Mato Grosso lidera entre os estados, com 53.767 toneladas por dia, equivalente a 23% da capacidade nacional.
Expectativas de investimento
A Abiove estima que os investimentos no setor de óleos vegetais para os próximos 12 meses possam atingir R$ 5,9 bilhões, o que deve gerar uma expansão estimada de 18.850 toneladas por dia na capacidade instalada. Com quase R$ 6 bilhões previstos, a indústria reforça sua capacidade de atender à crescente demanda global por farelo e óleo de soja, além de impulsionar empregos e desenvolvimento regional.
“O aumento da capacidade instalada mostra o dinamismo da indústria e a importância estratégica do setor para a economia brasileira. Estamos falando de uma expansão que acompanha o crescimento da produção agrícola e reforça a posição do Brasil como líder global em óleos vegetais”, afirmou o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, em nota.










