Alta das ações e valorização do peso marcam o dia

Os mercados financeiros argentinos apresentaram forte valorização nesta segunda-feira (22) após promessas de apoio dos EUA ao governo do país. O peso argentino se valorizou e as ações subiram mais de 10%.
Os ativos financeiros argentinos registraram forte alta nesta segunda-feira (22), após o governo dos EUA prometer apoio, com as ações negociadas nos EUA avançando mais de 10% e o peso se valorizando em meio a expectativas de ajuda. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou que “todas as opções estão na mesa” para apoiar a Argentina, classificada como “aliado sistêmico importante dos EUA na América Latina”.
Queda anterior dos mercados
Recentemente, os mercados argentinos enfrentaram dificuldades, com os títulos internacionais caindo mais de 20% no ano e o peso se aproximando do limite inferior de sua banda cambial estabelecida meses atrás. Além disso, a derrota de Milei em Buenos Aires aumentou as incertezas sobre sua capacidade de conduzir a economia do país. A suspensão temporária dos impostos de exportação sobre grãos, válida até o fim de outubro, foi anunciada pelo governo argentino, o que pode ajudar na recuperação dos mercados antes das eleições de meio de mandato.
Expectativas de recuperação
Alejo Czerwonko, do UBS, comentou que “os ativos da Argentina estavam precisando desesperadamente de um disjuntor — e acabaram de receber um”, referindo-se à promessa de apoio dos EUA. Um índice de ações argentinas negociadas nas bolsas dos EUA subiu quase 12%, e o valor do título 2046 aumentou 6,7 centavos, alcançando 53,85 centavos de dólar. O peso se valorizou 2%, cotado a 1,446 por dólar, após o banco central argentino usar reservas para defendê-lo.
Riscos e incertezas
Apesar da recuperação, os rendimentos dos eurobônus permanecem elevados, variando entre 16% e 26%. Analistas estão atentos à disposição de Milei em implementar mudanças necessárias, o que será testado nas próximas semanas. O apoio financeiro dos EUA, combinado com as novas medidas fiscais, pode ser crucial para a estabilidade econômica até as eleições marcadas para o dia 26. A capacidade do governo de ajustar rapidamente a política após a votação determinará a trajetória dos preços dos títulos e a necessidade de acesso ao mercado em 2026.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










