Medidas afetam autoridades brasileiras e provocam reação de Lula na ONU

O governo Trump deve anunciar ampliação das restrições de vistos a autoridades brasileiras em retaliação ao julgamento de Bolsonaro.
Na segunda-feira (22), o governo Trump deve anunciar a ampliação das restrições de vistos a autoridades brasileiras, como Jorge Messias e Andrei Rodrigues, em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal).
Detalhes das medidas
A revogação do visto de Messias foi confirmada por um integrante sênior da administração Trump à Reuters. Além deles, o delegado Fabio Schor e os juízes Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, assessores do ministro Alexandre de Moraes, também devem ser afetados. O governo americano já havia sancionado a mulher de Moraes, Viviane Barci, conforme a Lei Magnitsky, que visa punir violadores de direitos humanos.
Resposta brasileira
Essas medidas coincidem com a viagem do presidente Lula a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, criando um constrangimento para a delegação brasileira. Espera-se que Lula responda a Trump durante seu discurso no debate, marcado para terça-feira (23). O Brasil será o primeiro a se pronunciar, seguido pelos EUA.
Contexto das sanções
Em julho, o governo dos EUA já havia imposto restrições a Moraes e seus aliados na corte. Em agosto, Trump revogou o visto do ministro Alexandre Padilha, que não foi diretamente afetado porque seu visto havia vencido em 2024. Embora tenha recebido um novo visto para a ONU, sua circulação foi limitada a apenas cinco quarteirões em Nova York, o que fez com que ele desistisse da viagem. Essas ações estão ligadas às sanções a ex-funcionários da Opas envolvidos no programa Mais Médicos, que segundo os EUA, exploraram médicos cubanos.










