A criação da Agemus é defendida por artistas e autoridades

Músicos e produtores culturais pedem a criação da Agência Nacional da Música para regular o setor. A proposta é debatida na Câmara dos Deputados.
Na terça-feira (23), a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados discute a criação da Agência Nacional da Música (Agemus), uma proposta defendida pela presidente da Funarte, Maria Marighella. O Fórum Nacional da Música, que conta com o apoio de artistas e sindicatos, considera a regulamentação essencial para a indústria musical, que movimentou R$ 116 bilhões no ano passado, com R$ 70 bilhões apenas em equipamentos.
Importância da criação da Agemus
A proposta da Agemus surge em um momento crítico, especialmente com a discussão sobre o uso de inteligência artificial nas composições musicais. Daniel Neves, presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), destacou que a agência pode consolidar o “soft power” da música brasileira, promovendo a cultura nacional no exterior.
Movimentos e apoio
A criação da agência se alinha com iniciativas como o movimento Bpom, liderado pela atriz Gloria Pires, que visa valorizar ativos intangíveis do Brasil. Vitor Drummond, idealizador do Bpom, enfatiza a riqueza cultural do país e a necessidade de promover essa diversidade no cenário internacional, a fim de atrair mais divisas e impulsionar o PIB.
O futuro da regulação musical
Ainda não existe um projeto de lei formalizando a criação da Agemus, mas o apoio crescente do setor cultural sugere que essa demanda pode se tornar uma realidade. Especialistas acreditam que a regulamentação adequada poderá trazer benefícios significativos para artistas e produtores, fortalecendo a indústria musical brasileira.










