O Departamento de Defesa dos Estados Unidos implementou uma nova política que exige que jornalistas credenciados submetam seus materiais à aprovação prévia antes da publicação. A medida, anunciada na última sexta-feira (19/9), gerou forte reação de associações de imprensa, que a consideram uma grave ameaça à liberdade de informação. O descumprimento da exigência pode resultar na revogação do acesso dos jornalistas ao Pentágono.
A nova diretriz representa um ponto de inflexão na relação entre o governo e a imprensa, intensificando as preocupações sobre a independência jornalística. Críticos apontam que a medida concede ao Pentágono um poder excessivo sobre a narrativa dos fatos relacionados à defesa nacional, abrindo espaço para manipulação e supressão de informações de interesse público.
Organizações de defesa da liberdade de imprensa manifestaram preocupação com o potencial efeito cascata da medida, temendo que ela possa encorajar outras agências governamentais a adotarem práticas semelhantes. “Essa exigência de aprovação prévia é inaceitável em uma democracia”, declarou um representante da Associação Nacional de Jornalistas. “Ela mina a capacidade da imprensa de fiscalizar o poder e informar o público de forma independente.”
A implementação da política ocorre em um momento de crescente tensão entre o governo e a mídia, marcado por acusações de “fake news” e tentativas de descredibilizar o trabalho jornalístico. A medida é vista por muitos como um passo alarmante na direção de um controle mais rígido da informação e uma erosão dos princípios fundamentais da liberdade de imprensa.
Fonte: http://oimparcial.com.br










