Uma promissora parceria entre o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e a Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, surge como um novo horizonte para o combate a doenças endêmicas que assolam a América Latina. A colaboração visa impulsionar pesquisas conjuntas sobre enfermidades como Chagas, leishmaniose e dengue, flagelos que afetam milhões de pessoas na região. A iniciativa ganhou destaque durante uma visita do IFRR, juntamente com a Suframa, à Faculdade de Ciências Químicas (FCQ) da universidade argentina.
O IFRR apresentou o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Transformação Digital na Saúde: Estratégias e Inovação para a Saúde 4.0, com início previsto para 15 de outubro. O programa, impulsionado por um investimento de R$ 1,76 milhão do Programa Prioritário de Indústria 4.0 e Modernização Industrial (PPI 4.0), demonstra o compromisso com a inovação e o desenvolvimento tecnológico na área da saúde. Os recursos provêm da política de P&D&I da Zona Franca de Manaus, que destina investimentos de empresas incentivadas para a educação, ciência e tecnologia na Amazônia Ocidental e Amapá.
A reunião na Argentina proporcionou à equipe do IFRR e da Suframa a oportunidade de conhecer de perto os laboratórios de ponta do Centro de Investigações em Bioquímica Clínica e Imunologia (CIBICI). O encontro contou com a participação de figuras-chave como a procuradora federal da Suframa, Diana Azin; a coordenadora do projeto pelo IFRR, Karla Santana; a decana da FCQ, Silvia Correa; e a professora titular de Imunologia e investigadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), Pilar Aoki. A presença desses representantes demonstra a seriedade e o potencial da parceria.
Karla Santana enfatizou o caráter estratégico da cooperação internacional. “A ideia é ampliar a rede de cooperação, envolvendo professores da Universidade de Córdoba na coorientação de alunos brasileiros e garantindo resultados em artigos científicos, softwares e novos programas de pós-graduação”, afirmou a coordenadora, ressaltando o impacto que a iniciativa pode ter na formação de novos pesquisadores e no avanço do conhecimento científico. A união de experiências entre Roraima e Córdoba é vista como crucial para aprimorar os diagnósticos e tratamentos de doenças endêmicas, conforme destacado por Santana.
Diana Azin, por sua vez, ressaltou o papel da Zona Franca de Manaus como motor de inovação. “A política de P&D&I da Suframa tem mostrado sua efetividade ao transformar recursos obrigatórios da indústria em projetos que fortalecem a formação acadêmica, a pesquisa aplicada e a internacionalização”, declarou a procuradora. O curso de especialização em Saúde 4.0 é um exemplo concreto de como essa estrutura pode gerar impacto tanto no Brasil quanto no exterior, demonstrando o potencial transformador da iniciativa.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










