Tensões globais e a presença de líderes em Nova York marcam o evento

Líderes mundiais se reúnem em Nova York para discutir conflitos globais na Assembleia Geral da ONU.
Líderes mundiais se reúnem em Nova York todo mês de setembro para vários dias de discursos na Assembleia Geral anual das Nações Unidas, que na terça-feira (23) inicia sua 80ª sessão. O tema deste ano é: “Melhores juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”. As guerras na Faixa de Gaza e na Ucrânia são alguns dos assuntos que serão abordados este ano na assembleia.
Principais líderes presentes
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve discursar na Assembleia Geral na sexta-feira (26). Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, buscará apoio global para Kiev. O presidente dos EUA, Donald Trump, tentará mediar o fim da guerra, discursando na quarta-feira (24). O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também terá seu espaço na assembleia, no sábado (27).
Tensão na Faixa de Gaza
A guerra entre Israel e combatentes do Hamas na Faixa de Gaza se aproxima de completar dois anos, com uma crise humanitária se agravando. Um grupo global de monitoramento da fome alertou que a fome se instalou e provavelmente se espalhará até o final do mês. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, participará por vídeo, pois não recebeu visto para entrar nos EUA.
Conflitos na Venezuela
As tensões entre os EUA e a Venezuela também devem ser tema de destaque. O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, deve discursar no sábado (27) sobre a recente queixa apresentada ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre as ações militares americanas na região. O ditador Nicolás Maduro alega que os EUA buscam tirá-lo do poder, enquanto os militares americanos realizam ataques contra supostos navios de cartéis de drogas venezuelanos em águas internacionais.
Estreia do presidente sírio
Uma estreia notável este ano será a do presidente sírio Ahmed al-Sharaa, que liderou a rebelião contra o presidente Bashar al-Assad. Seu grupo HTS, anteriormente ligado à Al-Qaeda, continua sob sanções, mas recebeu isenção de viagem para participar da assembleia.
Esses tópicos refletem a complexidade das relações internacionais e os desafios que líderes globais enfrentarão durante a Assembleia Geral da ONU.










