Relator do PL sobre a anistia rejeita perdão irrestrito

O deputado Paulinho da Força afirmou não ter condições de salvar individualmente Jair Bolsonaro em relação à anistia.
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que não tem condições de salvar individualmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, em relação ao Projeto de Lei que discute a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Segundo o relator, a ideia de um perdão amplo foi superada nas negociações que antecederam a votação do requerimento de urgência, aprovado pela Câmara no dia 17 de setembro de 2025.
Mudanças no projeto de anistia
O texto em discussão, que originalmente tratava da anistia, será reformulado e agora será denominado “PL da Dosimetria”. O objetivo da mudança é não perdoar os crimes, mas sim reduzir a pena dos condenados pela tentativa de golpe nos atos do 8 de Janeiro. Paulinho da Força afirmou que seu principal trabalho será construir um projeto que pacifique o país, sem se alinhar automaticamente a nenhum dos lados.
Diálogo com as bancadas
O deputado mencionou que está em constante diálogo com as diferentes bancadas do Congresso antes de fechar a versão final do projeto. Ele também se reuniu com figuras importantes como o ex-presidente Michel Temer e o deputado Aécio Neves, onde se discutiu a nova nomenclatura do projeto e a necessidade de um pacto republicano entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Pressões e tensões
Paulinho da Força admitiu estar sob pressão de bolsonaristas para incluir o ex-presidente no perdão, mas reafirmou que não pode atender a essa demanda. Ele também indicou que tentará reduzir as tensões com o STF, buscando agradar a todos os envolvidos, inclusive o Supremo. O congressista tem como meta ouvir todas as partes interessadas antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre o projeto.










