Decisão ocorre em contexto de investigações sobre plano de golpe

Ministro do STF mantém prisão preventiva do general Mário Fernandes, apontado como autor do plano Punhal Verde e Amarelo.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes manteve, nesta 4ª feira (18 set. 2025), a prisão preventiva do general Mário Fernandes, apontado como o autor do plano Punhal Verde e Amarelo, que incluía a prisão e o assassinato de autoridades, como o ministro e o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB).
Contexto da prisão
Preso desde 19 de novembro de 2024 no Comando da 1ª Divisão de Exército, o general integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL) como secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência. Mário Fernandes é um dos réus do núcleo 2 da denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) sobre um suposto plano de golpe de Estado em favor do ex-presidente. Moraes destacou que o general está inserido em um contexto criminoso e que sua periculosidade foi comprovada ao longo do processo.
Defesa e alegações
A defesa do militar pediu a substituição da prisão preventiva por custódia domiciliar, mas Moraes argumentou que a situação não é comparável à do ex-presidente Jair Bolsonaro, negando a concessão do pedido. Em depoimento ao STF, o general admitiu ser o autor do plano, mas alegou que não o compartilhou e expressou arrependimento por sua criação.
Acusações e implicações
A PGR alega que Mário Fernandes era responsável por ações de monitoramento e neutralização de autoridades, trabalhando em conjunto com outros envolvidos. Além disso, ele assumiu a autoria de um rascunho de Gabinete de Crise, que visava assessorar o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) em uma possível crise política após as eleições de 2022. O rascunho previa um Gabinete de Crise liderado por Augusto Heleno e com Braga Netto na coordenação.
O ex-presidente e outros membros do governo foram condenados por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, com penas que variam de 21 a 27 anos de prisão. Os desdobramentos do caso de Mário Fernandes seguem acompanhados de perto pela opinião pública e pela Justiça.










