Investigação da Polícia Federal leva à exoneração de diretores de órgãos ambientais

Servidores do governo de Minas foram exonerados após investigações da Polícia Federal na Operação Rejeito.
Servidores do governo de Minas, alvos de investigações da Polícia Federal na Operação Rejeito, foram exonerados nesta quarta-feira (17). A exoneração foi publicada na edição extra do Diário Oficial.
O governo se manifestou por meio de nota. “A atual gestão informa que está tomando todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo a exoneração e afastamento dos servidores do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) implicados em investigação da Polícia Federal (PF).”
Os servidores exonerados são Arthur Ferreira Rezende Delfim, diretor da Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente), preso na operação; Fernando Baliani da Silva, diretor de Gestão Regional da Feam, alvo de mandados de busca e apreensão; e Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do IEF (Instituto Estadual de Florestas), também alvo de buscas.
Detalhes da operação Rejeito
A operação Rejeito, deflagrada nesta quarta-feira (17), investiga um esquema de concessão fraudulenta de licenças ambientais e favorecimento a empresas mineradoras mediante pagamento de propina. Segundo a PF, a organização criminosa atua há pelo menos cinco anos em Minas Gerais, envolvendo servidores da Feam, IEF, Semad e outros órgãos ambientais.
O ex-presidente da Feam, Rodrigo Gonçalves Franco, que também foi preso, deixou o cargo quatro dias antes da operação. O governo declarou em nota que “não compactua com desvios de conduta de quaisquer servidores e preserva o direito ao contraditório e à ampla defesa.”
Colaboração com a Polícia Federal
A Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estão colaborando com a PF e as demais autoridades competentes para garantir a apuração idônea dos fatos e a punição exemplar dos responsáveis.
A exoneração dos servidores reflete a determinação do governo de Minas em combater a corrupção e promover a transparência na administração pública.










