Um ex-diretor da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira, que ocupou cargo de destaque na gestão Lula e recentemente atuava no Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), foi preso nesta quarta-feira (17) em uma operação da PF. A ação investiga um esquema de corrupção em órgãos ambientais e aponta para lucros ilícitos de R$ 1,5 bilhão.
Teixeira, que já foi o terceiro nome na hierarquia da PF como Diretor de Polícia Administrativa sob o comando do atual diretor-geral Andrei Rodrigues, é suspeito de ser administrador oculto de uma empresa de mineração. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Rodrigo Teixeira até o momento.
As investigações indicam que Teixeira usava sua posição na PF para favorecer interesses próprios, inclusive interferindo em investigações que envolviam empresários sob suspeita. “Trata-se de oferta de vantagem indevida por parte de particulares a agente público”, afirma trecho do pedido de prisão, detalhando como empresários buscavam sua influência.
O inquérito chegou a Teixeira através de seu relacionamento com o empresário João Alberto Lages. A PF identificou uma empresa de mineração ligada a Teixeira, que teria recebido direitos minerários em troca da influência do então diretor da PF na administração pública.
A operação da PF também mira servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Iphan e de órgãos estaduais de Minas Gerais. Um diretor da ANM em Brasília foi preso, um ex-diretor é alvo de mandado de prisão, e a sede do órgão foi alvo de buscas.
Fonte: http://odia.ig.com.br










