Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE, declarou que foi contatado por representantes dos Estados Unidos para fornecer material relacionado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele não confirmou se enviou as informações solicitadas. Tagliaferro foi ouvido como testemunha de defesa da deputada Carla Zambelli, que enfrenta um processo de cassação na Câmara dos Deputados. Durante seu depoimento, ele comentou sobre sua atuação no gabinete de Moraes, onde monitorava as redes sociais de Zambelli. Atualmente, tanto ele quanto Zambelli se encontram na Itália, enfrentando questões legais.

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE, afirma que foi procurado pelos EUA para fornecer material sobre Moraes.
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE, afirmou que foi procurado pelos Estados Unidos para “levar” o “material” que tem sobre o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele não informou se enviou as informações e foi ouvido como testemunha de defesa da deputada Carla Zambelli na Câmara dos Deputados.
Contato dos EUA e depoimento na Câmara
Tagliaferro foi questionado sobre se iria acionar autoridades externas, já que está na Itália, e se divulgaria as informações que afirma ter. Ele disse que a imprensa não quis ouvi-lo. Durante seu depoimento, ele também afirmou que era orientado a monitorar semanalmente os perfis de Zambelli, enquanto trabalhava no gabinete de Moraes.
Situação legal de Tagliaferro e Zambelli
Tanto Tagliaferro quanto Zambelli estão na Itália e enfrentam pedidos de extradição. Tagliaferro, que chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE, foi exonerado em 2023 após um incidente de violência doméstica. O processo de Zambelli, que está em análise na Câmara, também envolve acusações de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Declarações sobre Moraes
Em um depoimento anterior ao Senado, Tagliaferro disse ter provas contra Moraes relacionadas à atuação do ministro durante as eleições de 2022. Ele alega que Moraes teria direcionado investigações em casos relacionados aos atos de 8 de janeiro. O ministro, por sua vez, nega as declarações de seu ex-subordinado e afirma que não há fundamento nas alegações feitas.










