Lincoln Gakiya vive sob forte esquema de segurança enquanto investiga o crime organizado

O promotor Lincoln Gakiya, jurado de morte pelo PCC, enfrenta uma rotina de tensão e insegurança à beira da aposentadoria.
Lincoln Gakiya, promotor jurado de morte pelo PCC, enfrenta uma rotina de tensão e insegurança à beira da aposentadoria. A ameaça constante à sua vida não é algo novo, mas tem se intensificado nos últimos anos, especialmente após a execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, que reforçou a vulnerabilidade de autoridades que combatem o crime organizado.
A rotina controlada de Gakiya
A vida de Gakiya é marcada por um rigoroso esquema de segurança. Ele se desloca em um comboio de três carros blindados e é protegido por uma equipe de 82 policiais militares. Sua casa e escritório possuem portas à prova de balas e vidros resistentes a explosões, refletindo a seriedade da situação. Atividades sociais são raras e exigem planejamento meticuloso, pois qualquer descuido pode ser fatal.
Impacto do assassinato de Ruy Ferraz Fontes
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, que ocorreu recentemente, teve um impacto profundo em Gakiya. Ele relembra que foi responsável por uma investigação em 2010 que salvou a vida de Fontes ao impedir um plano do PCC para sua execução. Essa lembrança traz à tona a constante sensação de perigo, que se intensifica à medida que se aproxima da aposentadoria, onde teme que a proteção que sempre teve possa desaparecer.
O dilema de Gakiya
Com menos de dois anos para se aposentar, Lincoln Gakiya enfrenta um dilema: como garantir sua segurança após deixar o cargo? No Brasil, não existem leis que assegurem a proteção a autoridades aposentadas que continuam sob ameaça. Gakiya, preocupado com o futuro, tem utilizado sua voz em entrevistas e palestras para defender a criação de uma política de segurança para ex-agentes da lei, um passo necessário para garantir a segurança de quem dedicou a vida ao combate ao crime.
Notícia feita com informações do portal: www.metropoles.com










