Um levantamento recente revelou que a infraestrutura escolar inadequada é o principal entrave para a implementação da educação integral em 89% dos municípios do Rio Grande do Norte. A pesquisa aponta para problemas que vão desde a precariedade das instalações físicas e equipamentos até a falta de equipes técnicas qualificadas para o desenvolvimento eficaz da política educacional.
Os dados alarmantes foram divulgados durante a sexta reunião ordinária do Gabinete de Articulação para Efetividade da Política da Educação no RN (Gaepe-RN), na última segunda-feira. O estudo, conduzido pelo Instituto Articule, ouviu representantes dos 167 municípios do estado para mapear o cenário e identificar os desafios na implementação da educação integral.
Além das deficiências na infraestrutura, o levantamento também destacou a fraca articulação entre diferentes setores, como saúde, cultura e esporte. Essa falta de integração compromete a oferta de experiências diversificadas aos alunos. A pesquisa ainda aponta para a necessidade de aprimorar o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, com a utilização de indicadores e sistemas estruturados para uma gestão baseada em dados concretos.
A participação limitada dos conselhos municipais e escolares também foi identificada como um ponto fraco, com apenas metade atuando de forma plena. Isso representa uma oportunidade para fortalecer a gestão democrática e o acompanhamento social das políticas educacionais. A escassez de profissionais qualificados e a resistência de alguns pais e responsáveis também foram citadas como desafios a serem superados.
Diante do cenário apresentado, o Gaepe-RN definiu uma série de encaminhamentos, incluindo o envio de orientações aos municípios sobre os prazos para a execução financeira dos recursos. O conselheiro Gilberto Jales, articulador do Gaepe no TCE-RN, ressaltou a importância do engajamento de todas as instituições para impulsionar a educação integral, afirmando: “Estamos avançando. Precisamos ter o engajamento de todas as instituições para alavancar a educação, cada uma dando sua parcela de contribuição”.
A coordenadora da Educação Integral em Tempo Integral da SEEC, Jucileide Santana, alertou para a necessidade de utilização dos recursos disponíveis até outubro de 2025. A reunião também serviu para a apresentação e discussão de indicadores para o aprimoramento da política pública, com a participação de representantes de diversas instituições ligadas à educação no estado.
Fonte: http://agorarn.com.br










