Expectativas de corte de juros nos EUA impactam a moeda

O dólar encerrou a terça-feira abaixo dos R$ 5,30, refletindo expectativas de corte de juros nos EUA.
O dólar recuou pela quinta sessão consecutiva no Brasil e encerrou a terça-feira abaixo dos R$ 5,30, o que não ocorria desde junho de 2024, refletindo a expectativa pelo corte iminente de juros nos EUA e fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmando o compromisso do governo com as metas fiscais.
Situação atual do mercado
Na véspera, a divisa americana já havia encerrado no menor valor desde junho do ano passado, a R$ 5,32, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior, de olho nas decisões de política monetária. Em um dia de queda firme do dólar também no exterior, a moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,44%, aos R$ 5,2987 — menor valor desde 6 de junho do ano passado, quando fechou em R$ 5,2493. Desde esta data a divisa não encerrava abaixo dos R$ 5,30.
Expectativas para o futuro
Em 2025, o dólar acumula queda de 14,25%. Às 17h05 na B3, o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,46%, aos R$ 5,3150. No cenário mundial, o dólar caiu para menores níveis em meses em relação à libra e ao euro e para uma baixa de 10 meses em relação ao dólar australiano nesta terça-feira, com os investidores reforçando as apostas em um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve esta semana.
Análise do cenário econômico
Os mercados esperam um corte de 25 pontos-base na taxa de juros na quarta-feira, com a rápida suavização dos dados do mercado de trabalho sendo o principal impulsionador do aumento das apostas por flexibilização nas últimas semanas. “O foco permanece na reunião do Fed na quarta-feira”, disse Mohit Kumar, estrategista da Jefferies. “O tom de Powell será a chave.” Se Powell enfatizar mais os riscos de inflação ou a incerteza em torno das perspectivas de crescimento e inflação, poderemos ver o mercado reduzindo algumas das expectativas de corte nas taxas.
Conclusão
O movimento de queda por aqui foi reforçado ainda por falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante evento promovido pelo grupo financeiro J. Safra nesta manhã, ele reafirmou que o governo pretende cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026, acrescentando que para isso depende da “compreensão” do Congresso Nacional.
Notícia feita com informações do portal: www.infomoney.com.br










