Café arábica se aproxima de recorde em meio a tarifas e clima desfavorável

Os preços do café em Nova York se aproximam de um recorde histórico devido a tarifas e condições climáticas no Brasil.
Os preços do café arábica negociados na bolsa Intercontinental de Nova York estão se aproximando de um recorde histórico, com uma alta significativa nas últimas semanas. Os contratos futuros atingiram a máxima de US$ 4,24 por libra-peso, o maior nível em sete meses, reflexo das tarifas impostas pelos EUA e de um setembro seco no Brasil, que pode prejudicar a produção em 2026.
Impacto das tarifas sobre o mercado
As tarifas de 50% sobre as importações brasileiras, implementadas no final de julho pelo governo Trump, resultaram em uma alta de aproximadamente 50% nos preços do café arábica na ICE. Essa situação levou os torrefadores americanos a ajustarem suas estratégias de compra, uma vez que o Brasil, que anteriormente fornecia um terço do café consumido nos EUA, viu seus embarques diminuírem drasticamente.
Preocupações climáticas no Brasil
O clima seco no Brasil é uma preocupação crescente, já que chuvas são necessárias para estimular a fase de floração dos cafeeiros, crucial para a formação da carga de frutos para o próximo ano. As condições climáticas desfavoráveis, somadas às tarifas, têm pressionado o mercado, forçando os produtores a aumentar suas coberturas e, consequentemente, elevando os preços para os consumidores finais.
O que esperar do futuro do café
Com o Federal Reserve se reunindo para discutir possíveis cortes nas taxas, a atenção do mercado se volta para como esses fatores econômicos afetarão os preços dos alimentos, incluindo o café, que já apresenta aumentos significativos nas prateleiras dos supermercados. Os preços do café torrado nos EUA subiram 20,9% em agosto em relação ao ano anterior, o que indica uma tendência de alta que pode persistir se as tarifas e as condições climáticas não mudarem.
Notícia feita com informações do portal: www.infomoney.com.br










