O Rio da Prata, conhecido por sua beleza natural, enfrenta novamente um período de severa estiagem. No trecho próximo à Ponte do Curê, na MS-178, em Jardim (MS), o leito do rio volta a apresentar sinais de seca, repetindo o cenário alarmante visto em 2024. A situação levanta preocupações sobre o impacto ambiental e a necessidade de medidas urgentes para a conservação do rio.
Em setembro de 2025, a área seca já se estende por três quilômetros, embora, segundo informações, os atrativos turísticos da região ainda não tenham sido afetados. Nisroque da Silva Soares, diretor do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, relatou que a diminuição do volume de água tem sido observada desde o início do mês, com a esperança de chuvas para reverter o quadro não se concretizando. O instituto monitora de perto a situação, especialmente um cardume de curimbas que se encontra isolado a dois quilômetros da ponte.
Diante da persistência da seca, o risco de um novo resgate de peixes se torna iminente. No ano anterior, a situação foi crítica, com o leito completamente seco ao longo de seis quilômetros, resultando na morte de peixes e caranguejos. Uma operação complexa foi necessária para transferir diversas espécies, como dourados, cascudos e piraputangas, para áreas com água.
A seca de 2024, que afetou tanto Bonito quanto Jardim, foi atribuída à estiagem prolongada e à construção de drenos nas cabeceiras do rio, conforme diagnóstico da Polícia Militar Ambiental (PMA). A situação atual reacende o debate sobre a gestão dos recursos hídricos e a importância de práticas sustentáveis na região.
O Rio da Prata, que nasce na Serra da Bodoquena e deságua no Rio Miranda, afluente do Rio Paraguai, desempenha um papel crucial no ecossistema do Pantanal. A repetição desses eventos de seca exige uma análise aprofundada das causas e a implementação de soluções eficazes para garantir a saúde e a preservação desse importante curso d’água.










