Ruy Ferraz Fontes foi alvo de diversos atentados ao longo de sua carreira

O ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi executado em Praia Grande após ser alvo de atentados do PCC ao longo de sua carreira.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, foi executado a tiros nesta segunda-feira, 15, em uma emboscada na Praia Grande. O ex-policial já havia sido alvo do crime organizado em outras ocasiões, tendo escapado de um plano de assassinato em 2010, quando trabalhava no 69.º DP. Na época, bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos antes de conseguir concretizar o ataque.
Tentativas de assassinato ao longo da carreira
Ruy Ferraz Fontes teve uma carreira marcada por diversas emboscadas. Em 2012, ele trocou tiros com criminosos na Via Anchieta, onde um dos suspeitos foi morto. Em 2020, o ex-delegado foi alvo de um assalto no Ipiranga, onde reagiu e conseguiu balear um dos assaltantes. Apesar de sua atuação destacada na Polícia Civil, Fontes enfrentou muitas ameaças de morte, especialmente após combater o PCC.
Últimos momentos e o ataque fatal
Baleado enquanto saía da sede da Prefeitura de Praia Grande, Fontes chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou seu pesar pelo assassinato e prometeu total dedicação às investigações. Fontes tinha consciência dos riscos que corria e já manifestava preocupação com a segurança de sua família.
Possíveis motivações e investigações em andamento
As investigações apontam para a possibilidade de a ação ter sido orquestrada pela Sintonia Restrita, um grupo de pistoleiros do PCC. Outra hipótese é que o crime esteja ligado a uma licitação na Prefeitura de Praia Grande que teria prejudicado uma entidade próxima aos criminosos. A polícia está em busca de respostas e um veículo suspeito foi encontrado em chamas na região.
Este crime representa uma grave retaliação da facção contra autoridades que combatem seus interesses, sendo a terceira grande vingança do PCC nos últimos anos.










