Líder do PL afirma que nunca houve planejamento de golpe após polêmica
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, nega que tenha havido planejamento de golpe após declarações controversas.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (15) que nunca houve planejamento de golpe de Estado. A declaração foi feita ao blog da jornalista Andréia Sadi dois dias após ele ter afirmado, em evento, que houve um planejamento de golpe e que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decidido a questão.
Contexto da declaração de Valdemar
A fala original de Valdemar ocorreu no sábado (13), durante o Rocas Festival, um evento de luxo do setor equino realizado em Itu, SP. Na ocasião, ele disse: “houve um planejamento de golpe, o Supremo decidiu e temos que respeitar”. Essa declaração foi interpretada como um sinal de que o PL poderia se afastar de Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo STF, e abrir espaço para novas lideranças da direita nas próximas eleições.
Reações da base bolsonarista
O comentário gerou forte reação de aliados do ex-presidente. O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou: “não foi por falta de aviso”. Fábio Wajngarten, ex-ministro e advogado de Bolsonaro, declarou: “não é possível mais ouvirmos e nos calarmos. Chega”. Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, criticou a fala de Valdemar, interpretando-a como uma ruptura entre o PL e a base bolsonarista.
Retratação de Valdemar
Diante da repercussão negativa, Valdemar voltou atrás, esclarecendo que existia uma minuta, mas que nunca se discutiu golpe. Ele negou que o PL tenha desistido da pauta de anistia e disse que o partido seguirá na defesa de Jair Bolsonaro. Valdemar afirmou que sua fala foi mal interpretada e realizada em tom condicional, enfatizando que “nunca houve planejamento, muito menos tentativa”. O ministro do Supremo, Luiz Fux, teria confirmado isso.
“O que importa é que não houve golpe. O presidente Bolsonaro sempre afirmou que não aceitaria nada fora da Constituição. Ele recuou de qualquer ideia nesse sentido e conduziu a transição de forma democrática. Esse é o fato!”










