Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestaram forte descontentamento com o esquema de segurança que acompanhou seu pai durante um procedimento médico neste domingo (14). A escolta policial, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou Bolsonaro ao Hospital DF Star para a realização de exames. A reação dos filhos, expressa nas redes sociais, acusa o aparato de ser excessivo e desnecessário.
Esta foi a primeira saída de Bolsonaro da prisão domiciliar, após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Segundo informações da equipe médica, o ex-presidente passaria por um procedimento para a remoção de lesões na pele, incluindo um “nevo melanocítico do tronco”, uma pinta geralmente benigna, que será submetida à biópsia. Ele estava acompanhado dos vereadores Renan Bolsonaro (PL-SC) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Carlos Bolsonaro utilizou o X (antigo Twitter) para expressar sua indignação, descrevendo o esquema de segurança como o “maior circo armado da história do Brasil”. Ele criticou o comboio com mais de 20 homens armados e 10 batedores, alegando que o objetivo seria humilhar o ex-presidente. “Estou com meu pai e presencio a continuidade do maior circo armado da história do Brasil”, escreveu o vereador.
Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) também se manifestou, classificando o esquema de segurança como uma “suprema perseguição”. Ele ainda alegou que “querem matar Bolsonaro”, ecoando as preocupações expressas por seu irmão. Ambos os filhos sugerem que o tratamento dado ao ex-presidente é uma forma de execução gradual e injusta.
A forte escolta policial ocorre em um momento em que medidas de segurança foram intensificadas por determinação de Moraes para mitigar o risco de fuga de Bolsonaro. A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF) identificou vulnerabilidades na residência do ex-presidente, o que levou ao reforço da vigilância. A condenação de Bolsonaro e de outros envolvidos na trama golpista solidifica o cenário de tensão política em torno do ex-presidente.
Fonte: http://odia.ig.com.br










