O score de crédito se tornou um fator crucial na vida financeira dos brasileiros. Essa pontuação, que reflete o histórico financeiro do consumidor, influencia diretamente na aprovação de crédito, desde financiamentos de veículos até a locação de imóveis. Mas como essa pontuação é calculada e quais hábitos podem impulsioná-la ou derrubá-la?
A pontuação do score, que varia de 0 a 1000, é elaborada por birôs de crédito como Serasa e SPC. Ela leva em consideração diversos fatores, incluindo a pontualidade no pagamento de contas, o histórico de dívidas e o relacionamento com o mercado financeiro. Um score alto sinaliza para bancos e lojas que o consumidor é um bom pagador, facilitando a obtenção de crédito e, em alguns casos, permitindo a negociação de melhores condições.
“Quando o score é baixo, as instituições financeiras entendem que existe maior risco de inadimplência”, explica Bruna Kusumoto, especialista em direito do consumidor. Isso pode resultar na dificuldade em conseguir empréstimos, financiamentos e até mesmo cartões de crédito. Mesmo quando o crédito é aprovado, as taxas de juros podem ser mais altas, refletindo o risco percebido pela instituição.
Wesley Brandão, especialista da Serasa em score, destaca que a pontuação não é influenciada por idade ou gênero, mas sim pelo tempo de relacionamento com o mercado. “De modo geral, a pontuação é calculada a partir de informações do Cadastro Positivo, histórico de crédito e pagamentos, dívidas em aberto, consultas ao CPF e dados cadastrais”, detalha Brandão. A Serasa, SPC Brasil e Boa Vista são os principais birôs de crédito do país, cada um com seus próprios critérios de cálculo e bancos de dados.
De acordo com dados da Serasa, a média nacional do score é de 548 pontos, o que se enquadra na faixa considerada “boa”. No Rio de Janeiro, a média é um pouco menor, de 540 pontos, também dentro da faixa “boa”. As faixas etárias também revelam diferenças significativas, com a população acima de 65 anos apresentando a maior média nacional (609 pontos) e os jovens de 18 a 25 anos, a menor (505 pontos).
Quitar dívidas é um passo importante para melhorar o score, mas não garante um aumento imediato. “O score não aumenta automaticamente, mas tende a melhorar ao longo do tempo”, afirma Bruna Kusumoto. O histórico de inadimplência deixa de pesar negativamente e o comportamento financeiro positivo passa a ter mais relevância no cálculo da pontuação.
Para Jailson Ribeiro, montador de móveis de 45 anos, a importância do score ficou clara após ter seu financiamento de carro negado. “O vendedor chegou falando sobre essa ferramenta. Disse que estava baixo e que eu não ia conseguir fazer a compra enquanto não aumentasse”, relata Jailson, que agora se esforça para reorganizar suas finanças e realizar o sonho de ter um carro.
Para verificar seu score, basta acessar os sites ou aplicativos da Serasa, SPC Brasil ou Boa Vista. Além disso, especialistas recomendam manter bons hábitos financeiros, como pagar as contas em dia, evitar o acúmulo de dívidas e manter os dados cadastrais atualizados, para construir um histórico positivo e aumentar as chances de obter crédito no futuro.
Fonte: http://odia.ig.com.br










