Um homem de 25 anos, identificado como Marco Antônio Pedreira da Silva, acusa um policial militar do programa BRT Seguro de agressão física dentro do Terminal Recreio, na Zona Oeste do Rio. O incidente, ocorrido na última quarta-feira (10), deixou Marco com ferimentos graves e, segundo ele, com um profundo sentimento de humilhação.
Marco relata que a violência foi gratuita e desproporcional. Ele afirma que após passar pela roleta do BRT, que inicialmente apresentou problemas, foi abordado pelo PM, que iniciou uma discussão com conotação racista. “Perguntei se ele tinha visto algo engraçado, e ele disse que eu tinha cara de palhaço (…) Depois, a uns dois metros de distância e com os braços cruzados, ele perguntou: ‘Você está querendo levar um pau e não está sabendo pedir, não é, neguinho?’”, detalha Marco.
A situação escalou rapidamente quando Marco tentou gravar a abordagem com seu celular. “Ele se alterou porque peguei o telefone, veio para cima de mim e começou a me agredir com o cassetete. Me deu duas porradas na cabeça e quando foi dar mais uma, botei o braço. E ele continuou batendo”, relembra a vítima, que precisou levar seis pontos na cabeça e está com o braço inchado.
Imagens gravadas por testemunhas mostram Marco ajoelhado, algemado e com a cabeça ensanguentada, enquanto o PM permanece ao lado. “O BRT estava lotado, todo mundo dizendo que sou trabalhador (…) Fui tratado como bandido. Eu não merecia aquilo. Foi o maior constrangimento”, desabafa Marco, evidenciando o impacto emocional da agressão.
Em resposta, o BRT Seguro informou, por meio de nota, que os policiais abordaram Marco após o identificarem como um indivíduo alterado, proferindo xingamentos e ameaças à equipe. A coordenação do programa afirma que vai apurar se houve excesso por parte dos agentes. No entanto, Marco nega veementemente essa versão, afirmando que sequer havia pensado em dar calote na passagem e que possui comprovante de pagamento.
Na delegacia, Marco relata que o PM alegou legítima defesa, acusando-o de avançar em sua direção. O passageiro contesta essa versão, argumentando a falta de lógica em confrontar um policial armado e de grande porte físico. A Polícia Civil confirmou que testemunhas estão sendo ouvidas e diligências estão em andamento para apurar o caso. Marco, por sua vez, garante que não irá desistir de buscar justiça: “Não vou deixar isso para lá porque o que ele fez não está certo”.
Fonte: http://odia.ig.com.br










