O clima político em Macapá se intensificou após o presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro DaLua (União Progressista), registrar um boletim de ocorrência contra a vereadora Luana Serrão na última quinta-feira, 11. A acusação formal, apresentada à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, alega gravação clandestina e constrangimento ilegal.
De acordo com o boletim de ocorrência, DaLua afirma ter sido vítima de uma gravação feita por Luana Serrão sem seu consentimento, seguida da divulgação seletiva de trechos da conversa. O diálogo, ocorrido no gabinete da presidência há mais de três meses, abordava temas políticos. O vereador alega que a divulgação tinha o objetivo de constrangê-lo.
O documento detalha que a vereadora teria editado a gravação e compartilhado trechos específicos em grupos de WhatsApp e sites de notícias. DaLua alega que a divulgação foi feita “de acordo com a conveniência da autora, para constranger ilegalmente o ofendido”, conforme consta no boletim de ocorrência, disponível para consulta.
A acusação aponta também para a veiculação da gravação em plataformas como o Instagram e em uma matéria no portal Bambam News, descrito como um site especializado em fake news. O presidente da Câmara solicitou uma perícia no material divulgado e requereu a responsabilização da vereadora pelos danos causados à sua imagem.
A Polícia Civil do Amapá está investigando o caso, formalizado sob o número de ocorrência 2025/0000649386-6. A apuração busca esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades no episódio que gerou forte tensão no cenário político local.










