Depoimento revela detalhes sobre o envolvimento da deputada em crime cibernético

Walter Delgatti confirmou em depoimento que a deputada Carla Zambelli ordenou a invasão do sistema do CNJ.
Walter Delgatti confirmou à Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, nesta quarta-feira (10/9), que a deputada federal Carla Zambelli (PL) mandou que ele invadisse o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Delgatti alegou que Zambelli “exerceu comando direto sobre os crimes” e que, “se não fosse pela deputada”, ele “nunca teria invadido o sistema”.
O que foi revelado no depoimento
O hacker prestou depoimento na CCJ como parte da oitiva que avalia a cassação do mandato de Zambelli. Os dois foram condenados pela invasão ao sistema e participam da sessão de forma on-line da cadeia. Delgatti afirmou que a deputada prometeu que conseguiria um emprego para ele cometer o crime, e que, caso a invasão fosse revelada, ela se responsabilizaria.
Detalhes da invasão
Durante o depoimento, Delgatti revelou que Zambelli lhe garantiu que, caso fosse pego, poderia alegar que ela havia dado a ordem. Ele também mencionou que foi a deputada quem aprovou a inserção de um mandado de prisão contra o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, no sistema do CNJ. O documento tinha como objetivo mostrar a vulnerabilidade do sistema, reforçando a tese de que as eleições de 2018 foram fraudadas.
A defesa de Zambelli
Zambelli, que estava foragida desde maio, questionou as declarações do hacker, levantando suspeitas sobre sua saúde mental. Ela indagou quantos medicamentos do tipo venvanse ele tomou em um dia e questionou o porquê de ele ter inserido outros 15 mandatos além do que tinha Moraes como alvo. A deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na invasão.
Prós e contras da cassação
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já encaminhou o pedido de cassação para a CCJ. O relator, deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR), elaborará um parecer que será votado pelo plenário da Câmara para decidir sobre a perda de mandato de Zambelli.










